sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

AI DE TI, AMADO BRASIL -CRÔNICAS E CONTOS-





“Brasil é o país mais depressivo da América Latina, diz OMS”

AI DE TI, AMADO BRASIL


Desprezas o trabalho honrado em busca das ilusões no ganho fácil, pela falta de ética e da moral.
Remuneras o trabalho de teus ministros, de teus deputados, de teus funcionários desprezando o suor dos que sofrem.
Por que penalizas teus mais humildes na carga tributária de mais de 50%?
Onde pensas que levará este tamanho horror de uma constante miserabilização  de teu povo?
Tanto furto não poderá ser impune a sombra do olhar de Deus.
Não tens medo de uma nação deste tamanho com mais de 70% sem saneamento básico?
Serviço de saúde pública não existe, amado Brasil.
A maioria de teus funcionários é composta de funcionários apaniguados.
Ai de ti, Amado Brasil.  
O mundo está te olhando.
Dia virá em que o número de miseráveis não chegará para o tamanho de tuas celas, e nas favelas não se esconderá todas as mazelas de teu povo.
O grito de dor dos excluídos será tão alto que acordará teu sono de paquiderme gordo deitado em esplêndidos colchões. As favelas vão entrar por tua terra de privilegiados que roubam teu povo inculto, pobre e analfabeto.
E então verás que diante da miséria não terás policiais que te protejam em tuas cancheiras de luxo.
Teu sono, Brasil, está na hora que corre célere rumo ao teu triste destino.
Não tens mais tempo para errar.
Ai de ti, Amado Brasil.   

José Roberto Martins Garcia 






quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

VALSA E FANK (CRÔNICAS E CONTOS)




VALSA   E   FUNK 

"ESCÂNDALOS"   NA  VALSA 


OBAMA BEIJA ESPOSA
       CASAL  BEIJAM-SE DANÇANDO VALSA

PAR  MIMAM-SE  EM  PÚBLICO 
No funk não há "escândalos". A dança é eminentemente instigadora e demonstrativa, mas os corpos não se tocam. Aliás, o que mais se faz é prática gestual, mais própria a intenso exercício de academia que erotismo.

A valsa é hoje uma dança de salão, enquanto o funk é uma dança de favelados. Se os “encamisados” apresentam-se muito melhor vestidos, o mesmo não se dá com os “descamisados”. Objetivamente, os dançarinos de valsa são bem mais ricos e os de funk pobres. A favela reúne-se na laje sob a fiação caindo em suas cabeças, enquanto o requinte da valsa é doce, melodioso entre destacados no meio social.
Quanto a sensualidade de ambas músicas, indubitavelmente são idênticas. A valsa colam corpos, aceitam afagos e acariciam os pares. O funk apenas insinua estes gestos.
Óbvio que o ritmo é muito diferente e emanam de suas origens.
O funk  procede do samba, de favelas, onde nenhuma sofisticação instrumental existe. Batida firmes e secas, ritmadas de forma a permitir pouca coreografia.
A valsa surge também na burguesia nascente, à margem dos salões cujo requinte é muito preservado em orquestrações prévias bem formuladas.
No nascedouro, a valsa e o funk tem grandes semelhanças. Pelo menos quanto ao desprezo e repressão de suas letras, ritmos e melodia.
A  valsa apareceu dentro de um horizonte cuja músicas existentes à época eram minueto, polca, quadrilha no quais os pares quando muito tocavam as mãos. Já a valsa surgiu, dançada e apresentada em salões suburbanos e escandalizou as grandes plateias, as quais, depois, viriam  apreciá-las. Ao final a valsa encantou e os requintados salões popularizando no mundo todo.
O que vemos agora é o funk que, filmando a favela de onde vem, retrata o ambiente nativo e despojado. Sua franqueza e espontaneidade  encanta.
Se assim não é, como como na primeira apresentação da música interpretada e cantada por Anitta, animou as redes sociais produzindo quinhentos milhões de toques só na primeira meia hora? Pode o funk ter o mesmo caminho da valsa, difundido o ritmo e coreografia nativa pelo mundo?
Dificílimo de saber.
Observemos sua maior representante Anitta, atração principal da festa de comemoração dos 464 anos da cidade de São Paulo, ela vai receber um cachê de R$ 245 mil para fazer a apresentação gratuita ao público. O valor foi confirmado ao UOL pela assessoria da Secretaria Municipal de Cultura.
Se a valsa, no requinte de seus beijos e abraços dão demonstrações inequívocas, muito maior será a atração do funk, o qual é erótico senão apenas de insinuação.
É com um ótimo humor que Iggy Azalea, nome artístico da apresentadora Amethyst Amelia Kelly, faz a análise realista e simples do último clipe de "Vai malandra" da cantora Anitta, lançado no morro de uma favela no Rio.
Site lançamento "Vai Malandra".



Site apresentação Iggy Azalea.


Por José Roberto Garcia.