quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

CRÔNICAS E CONTOS


VERDADEIRAMENTE   SÓ


     "Eu era feliz e não sabia."
   Esse brocardo popular acabou tonando-se um adágio verdadeiro e muito repetido.  
      Quando isso aconteceu?
      No tempo mais difícil de minha vida. Estava no internato. Ia para casa somente de seis em seis meses. Ali ainda existia essa modalidade. Éramos ao todo por volta de trezentos alunos
      As brincadeiras, as molecagens eram constantes. A vida de gato e rato era agradável: os padres limitavam nossas atividades e nós burlávamos suas intenções sempre que possível.
      Afora isso tínhamos muito em esportes. Piscina e basquete eram os que mais gostava. E o que me motivara lá no fundo de minha alma, estar ali era de fato por adorar esportes. 
      Exceto as notas das matérias, o esporte era também objeto de preocupação. Além disso nada mais existia. Um sono dos justos.
      Mas, lá fora o mundo regurgitava. 
      E os anos passarem céleres e, ao final, termina-se o ginásio e vou para São Paulo, para o Bandeirantes, fazer o científico.
   Nunca mais a primeira namorada haveríamos de nos encontrar, meus pais já pintavam alguns cabelos brancos e algumas rugas surgiam-lhes nas faces. 
      Agora eu estava verdadeiramente só. 
      J. R. M. Garcia.    

domingo, 18 de fevereiro de 2018

ANNITA DÁ VOZ DE PRISÃO (CRÔNICAS E CONTOS)

  ANNITA  DÁ  VOZ  DE PRISÃO 





    Será que eu teria coragem para dar voz de prisão naquela bagunça, em pleno carnaval, de cima de um palanque?
   Essa mulher, além não aceitar do título de “Rainha do Carnaval”
    Anitta interrompeu seu show no Bloco das Poderosas, neste sábado (17), no centro do Rio, para dar voz de prisão  e uma bronca em um ladrão de celular que havia acabado de cometer o delito.
    Enquanto se apresentava no trio elétrico, a cantora flagrou o momento do roubo e, logo em seguida, denunciou o assaltante quando ele passava perto de policiais. A polícia pegou o aparelho, constatou que de fato pertencia a tal garota e prendeu o rapaz em flagrante.
    E ela não satisfeita desabafou de seu palanque.
"De onde vocês vieram eu também vim, mas isso não justifica a gente pegar o que é dos outros. Se a gente nasceu sem oportunidade, tem que ralar muito e correr atrás do nosso”, discursou Anitta, para a vibração do público que a acompanhava.
    Fico em dúvida sobre esta estrela do Funk. Muito corajosa é atenta as origens de onde veio. É preciso que ela cumpra o discurso que fez: "Se a gente nasceu sem oportunidade, tem que ralar muito e correr atrás do nosso.
    J.R.M.Garcia 


sábado, 17 de fevereiro de 2018

ANITA NA BARANGA -(CRÔNICAS E CONTOS)S

 ANITTA  NA  BARANGA

         Zuzu, companheira da Dona Irene no canal "Keké Isso na TV", protagonizou uma paródia do clipe "Vai Malandra", da Anitta.


A paródia "Vai Malandra", do título até o último refrão da letra, é uma comédia viva da letra e apresentação de Anitta pela Keké.
Ouçamos no clipe  abaixo. Acesse o "link.



J.R.M. Garcia


 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

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domingo, 8 de outubro de 2017

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) "TERCEIRIZAÇAÃO "

CRÔNICAS  E  CONTOS (Borges e Garcia)
 -TERCEIRIZAÇÃO -
 
      Aqui é um Blog e temos por exigências sermos concisos, breves e objetivos.
Falaremos de cultura.
“A cultura é o que regula nossa convivência e nossa comunicação em sociedade.”
Uma sucinta e breve conceituação sobre o quê vem a ser cultura, é difícil demais. É quase mais fácil explicitar o quê não é cultura.
Quase tudo no ser humano é cultural. Valores, crenças, religiões, mitos, aprendizado, hábitos, culinária, conceitos, lendas, estórias, costumes, opiniões, julgamentos, gostos e lembranças de erros, acertos e desgraças. Tudo isso e muito mais.
Assim vivemos, inevitavelmente, imersos em um caldo cultural que nos dá forma, preceitua e nos dita o perfil de cada um.
Óbvio que somos seres humanos e este traço nos dá um feitio distinto de nossos semelhantes irracionais. Mas exceto isso, o que se nos resta, são traços de temperamentos individuais, personalidades próprias, educação familiar, condicionamento profissional, erudição própria a nosso exercício social e nossa atividade profissional.
Logo, como sociedade, somos o resultado de um proeminente “modus vivendi” cultural. Pouco mais que isso.
A que título faço este apontamento?
O que desejamos aqui, é lembrar o paradoxo gritante de nossas pretensões sócio-políticas.
Cobramo-nos a existência de uma Sociedade honesta, solidária, humana, cordial, gentil, cortês, pontual, erudita etc.
Isso, quando nada, é um contrassenso contraditório e absurdo.
Se nossa cultura é grosseira, mal formada, desonesta, censurável, com nuances que chega às raias do banditismo injusto e covarde, exploradora dos mal nascidos, incrédula, sem nenhuma piedade, como podemos desejar que sejamos de forma diferente?
Jamais formaremos um mínimo corpo administrativo que não seja este o resultado.
Nem que terceirizássemos a gestão do Brasil sairíamos desta contexto de um fétido lodaçal moral.
Boa semana.
J. R. M. Garcia.