quinta-feira, 14 de setembro de 2017

CRÔNICAS E CONTOS (Garcia e Borges) "-SENTENÇA INAPELÁVEL- "

SENTENÇA   INAPELÁVEL


Toda pessoa velha é um réu submetido a julgamento.
Sim ou não, assim é na vida.
Seu direito de defesa, agora, já usou todo tempo que teria para fazê-lo. Também a eventual acusação termina.
Fica-se a sala toda em silêncio até que retorne o Juiz, jurados, funcionários, advogados e demais interessados na sentença. A seção continua. Se for absolvido não caberá outro prêmio senão a “liberdade” para seu uso próprio já no fim da vida. Mais não tem e nem lhe estimulam para outro prêmio.
Enfim, aquele que nasce sem culpa nesta terra, ao derradeiro tem, como consolo, uma sentença de culpado ou absolvido.
E nada mais lhe resta senão o Direito de queixar ou jogar pragas.
J. R. M. Garcia.





domingo, 27 de agosto de 2017

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia): ATÉ MAIS (CRÔNICA E CONTOS)

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia): ATÉ MAIS (CRÔNICA E CONTOS): CRÔNICAS E CONTOS ATÉ MAIS... Paciência !  Paciência !  Paciência ! Paciência !  Paciência !  Paciência ! Paciência...



APÓS TRÊS MESES DE REALIZAR 3 PONTES DE SAFENA. COM ISSO TENHO ADQUIRIDO ALGUMA SABEDORIA, PENSO EU.

LEIAM. CLIQUEM NA NOME DA CRÔNICA ACIMA.

sábado, 26 de agosto de 2017

ATÉ MAIS (CRÔNICA E CONTOS)

CRÔNICAS E CONTOS



ATÉ MAIS...


Paciência !  Paciência !  Paciência !
Paciência !  Paciência !  Paciência !
Paciência !  Paciência !  Paciência !
Paciência !  Paciência !  Paciência !
Muita paciência.
Sem isso, o “paciente” deixa de sê-lo para tornar-se “indecente”. Ou seja. Você se tornará sem decência. E assim não será bom.
Eu bem me lembro que, quando você nasceu, faltou-lhe ar para os pulmões e o médico teve de colocá-lo em um aparelho para auxiliar sua respiração. Quando ele saiu destes procedimentos, eu, desavisado e muito ignorante, atalhei-lhe a saída para que não saísse do recinto. Já era hora avançada na noite. Ele, com desusada energia, disse-me: “Tudo está bem com os procedimentos ambulatoriais já tomados. Agora eu preciso ir para dormir um pouco e, amanhã, estar no horário certo para atender inclusive seu filho e os demais pacientes.” Depois vem o caso do Casec-Nidex. Neurose ou não, isso dominou minha memória por mais de ano. Era uma formula de leite importado, bem como açúcar.
Quando falo em paciência, não estou necessariamente a dizer que seja paciente com terceiros. Não. Quero dizer também, paciência para consigo mesmo.  Autoindulgência não. Mas sim ser paciente para consigo próprio. Por quê?
Simples. Sem antes curar a alma não se cura o corpo.
Os romanos estão errados. Não se trata de “corpus sani in esprirus sani”. Toda doença começa na alma. Quanto a curar a alma, acho que cada um descobrirá o mau do espírito ou não. Se não descobrir e não curar o dando praticado em seu espírito, ele perecerá juntamente com o corpo. No caso de curar a alma não terá mais ansiedade nem angústia - esses grandes vilões do espírito - e perecerá com serenidade até que seu corpo, apascentado, repouse cheio de serenidade.
Aplicando esta ideia ao uso prático, resulta no exercício da resignação e capitulação.
É isso mesmo.
É preciso resignar-se as metas não conseguidas e a capitular-se as esses resultados.
Ao contrário a ansiedade e a angústia reinará em seu espírito e você cairá em várias doenças do sistema circulatório e outras muito mais complexas. Seus órgãos com menor fragilidade, amargarão em dores e problemas.
Outro dia vi um filme na Geografhic internacional. Verídico, como a maioria dos que ali se publicam. Era a história de um homem que criou dois ursos, órfãos desde o nascimento. Cresceram e fizeram-se adultos e ele ali tratando-os dentro da jaula onde eram seus amigos. Mas ele sempre temeroso de que viesse a falecer e não só deixaria um problema como tendo impedido de que os ursos voltassem a floresta, seu meio natural.  Finalmente, embora pesaroso e, em lágrimas, resolve seguir a imposição racional e não emocional. Os dois ursos (agora enormes) teriam de voltar ao mato. Para tanto ele achou um capão de floresta com 4 hectares para adaptá-los ao bosque. E lá foi ele. Agora um velhinho frente ao tamanho e a exuberância dos ursos com quase três metros de altura e meia tonelada cada um. Na verdade, embora estivesse a “perder” os ursos, ele vibrava com cada gesto da selvageria. Uma vez quase que foi morto pelos ursos, esquecidos de que ele era apenas um homenzinho. Ao final não vi o fim desta história. Talvez tenha sido morto pelos ursos. Talvez não.
Na lição desta história vejo meu retrato buscando tornar os filhos independentes e separados de mim. Melhor seria para minha conveniência que meus filhos pudessem estar comigo agora no caminho para o fim da vida. Provavelmente não terei mais a saúde que tive e a solidão me aguarda. Mas mesmo assim tenho lutado pela por minha “!resignação e capitulação”. Dei-lhes os meios e, agora, comigo ou sem eu caminhem.
Bom domingo.
J. R. M. Garcia.







sexta-feira, 21 de julho de 2017

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia): CRÔNICA E CONTOS ( Garcia e Borges) + FUI ATROPELA...

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia): CRÔNICA E CONTOS ( Garcia e Borges) + FUI ATROPELA...: CRÔNICA E CONTOS ( Garcia e Borges) FUI ATROPELADO       Dia 17 de Abril, as quatro horas da tarde, no mercado da cidade, ...

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia): CRÔNICA E CONTOS ( Garcia e Borges) + FUI ATROPELA...

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia): CRÔNICA E CONTOS ( Garcia e Borges) + FUI ATROPELA...: CRÔNICA E CONTOS ( Garcia e Borges) FUI ATROPELADO       Dia 17 de Abril, as quatro horas da tarde, no mercado da cidade, ...



 Amigos do Blog.
Devo-lhes satisfação.
Dia 17 fui atropelado e somente retorno hoje.
Clique no título da crônica acima  o Blog abrir-se-á
Bom fim de semana. 

CRÔNICA E CONTOS ( Garcia e Borges) + FUI ATROPELADO +

CRÔNICA E CONTOS ( Garcia e Borges)


FUI ATROPELADO


      Dia 17 de Abril, as quatro horas da tarde, no mercado da cidade, em Ribeirão Preto, “apagou-me” todos os sentidos de uma só vez. Um silêncio imenso, o qual não sei narrar. Uma espécie de tábua negra cobriu-me por inteiro toda visão. Sumi. Ausentei-me de mim, talvez fosse uma expressão mais real do que me acontecera. Tive outras ocasiões de desmaiar, mas nunca como esta vez. Acordei-me com a mesma lucidez que antes possuía e uma quantidade razoável de sangue correndo pela testa. Todos corriam a minha volta no sentido de prestar algum auxílio. Tudo não passara de alguns minutos e é como se tivesse passado uma eternidade. Daí, levado para o hospital São Lucas, principiei uma série de exames por todo corpo. Aliás, como nunca fizera antes.
      O resultado foi desastroso. Tinha uma oclusão da aorta, danos no coração com a necessidade de, no mínimo, duas safenas e seguiu daí novos exames perturbadores.
Foi tudo como se uma carreta de vinte toneladas tivesse me atropado. Uma coisa estúpida.
     Tive o peito aberto com uma serra elétrica e fuçassão em meu coração por oito horas consecutivas, realizando três pontes de safena.  Ao final de duas horas em respiração extracorpórea devolveram-me a UTI por mais alguns dias. E depois, gente, sofri dores que nunca experimentei por toda vida.
     Hoje, quase três  meses após minha queda, (leia-se atropelamento), no mercado, encontro-me ainda em longa convalescença. E vai por aí talvez alguns meses.
         Afora este procedimento cirúrgico, era morte certa.
       Devo a Nossa Senhora Aparecida e Deus, afora a ousadia dos médicos, após arcarem com a incisão no peito de um homem com mais de setenta e seis anos, a prorrogação de meu tempo de vida aqui entre nós. 
     Após este incidente devo repensar minha vida. É o que pretendo fazer.
       Um abraço a todos e bom fim de semana.
J. R. M. Garcia.