quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = EU TENHO UM SONHO... =

=   " EU TENHO UM SONHO... " =

DEIXE QUE SEU ESPÍRITO VAGUE.  SONHE NA LETRA E MÚSICA DESTA POESIA.
CLIQUE NO SITE E OUÇA.


Eu tenho um sonho
Eu tenho um sonho
Uma canção para cantar
Que me ajuda a superar
Qualquer coisa
Se você vê as maravilhas
De um conto de fadas
Você pode agarrar o futuro
Mesmo se você falhar
Eu acredito em anjos
Algo bom em
Tudo o que vejo
Eu acredito em anjos
Quando eu sei que a hora
é a certa para mim
Eu vou cruzar a corrente
Eu tenho um sonho

Eu tenho um sonho
Uma fantasia
Que me ajuda atravessar
A realidade
E o meu destino
Faz valer a pena enquanto
Me empurra através da escuridão
Ainda mais uma milha
Eu acredito em anjos
Algo bom em
Tudo o que vejo
Eu acredito em anjos
Quando eu sei que a hora
é a certa para mim
Eu vou cruzar a corrente
Eu tenho um sonho

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = ELA É ANORMAL =

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia)  

ELA  É  ANORMAL


AE – “ A presidente Dilma Rousseff reclamou nesta segunda-feira, 30, da organização da 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-21), que reuniu nesta segunda 150 chefes de Estadoe de governo nas imediações de Paris, na França. Na saída de um evento do qual participaram líderes como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o presidente da França, François Hollande, a comitiva brasileira não recebeu informações sobre qual direção tomar, não foi reconhecida pela polícia e acabou barrada, atrasando-se para um compromisso.
A situação aconteceu ao término de uma conferência sobre Mission Innovation, uma iniciativa organizada pela administração Obama e por líderes empresariais como o fundador da Microsoft, Bill Gates. Depois de esperar pelo presidente americano por mais de meia hora, a presidente acompanhou os discursos e, ao término do evento, dirigiu-se ao centro de imprensa. Os problemas então começaram.
No caminho, porém, um policial barrou a delegação aos gritos: “Vocês não podem passar por aqui! Vocês não podem passar por aqui!”. A reportagem do jornal O Estado de S.Paulo então informou aos agentes que se tratava da presidente do Brasil. Ao receber a informação, o policial autorizou que a comitiva seguisse o rumo, mas, instantes depois, o grupo foi bloqueado mais uma vez, sendo impedido de continuar.
Foi nesse momento que Dilma reclamou aos gritos com assessores: “Isso aqui é uma bagunça!”. O curioso é que o incidente aconteceu minutos depois de a presidente elogiar a organização da conferência.
       Dilma ainda teve de esperar vários minutos a céu aberto até que uma série de micro-ônibus chegasse para transportar a delegação. Sem privilégio algum, a presidente sentou-se em um dos bancos e orientou os assessores que permitissem a entrada de jornalistas. Durante o trajeto, a presidente não se mostrou incomodada com os incidentes. Em razão dos atrasos sucessivos na sequência de eventos, a presidente anulou sua participação"

       ESTA É NOSSA PRESIDENTA QUE A IMPRENSA NÃO CONTA. 

J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

CRÔNICAS E CONTOS (Garcia e Borges) = A IMPRENSA OFICIAL NÃO CONTA=

CRÔNICAS E CONTOS (Garcia e Borges) 

A IMPRENSA OFICIAL NÃO CONTA

Enquanto em Paris, em suas cancheiras perfumadas e rescendendo a alegria e felicidade, pelo mundo a fora o planeta se mostra cada dia mais hostil ao homem.
Lá.
Aqui.
Isso é o local onde reúnem em seus festivais para melhorar  o clima.
Abaixo êste é o segundo lago em tamanho da Bolívia que secou esta semana. Simplesmente desapareceu. Avalia-se que se trata de um fenômeno de anômala evaporação pelo clima, mas acontece que na memória da nação isso nunca aconteceu. 
 ESTE É O SEGUNDO LAGO MAIOR DA BOLÍVIA

Que diferença, heim ?
Aqui a fome a miséria pela falta de água, lá o champanhe rosada e suas festas.
Hipocrisia, canalhice ou sem-vergonhice deslavada.
Dilma somente havia preparado um discurso. Quando foi interpelada do que acontecera no Brasil há três dias, irou-se. Foi barrada e não participou, passeando pelas ruas de Paris com uma enorme comitiva de brasileiros que ali iam pela primeira vez.
Dilma é barrada com comitiva em Paris e reclama: "Isso aqui é uma bagunça"
A situação aconteceu ao término de uma conferência sobre Mission Innovation, uma iniciativa organizada pela administração Obama e por líderes empresariais como o fundador da Microsoft, Bill Gates.
A presidente Dilma Rousseff reclamou nesta segunda-feira, 30, da organização da 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-21), que reuniu nesta segunda 150 chefes de Estado e de governo nas imediações de Paris, na França. Na saída de um evento do qual participaram líderes como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o presidente da França, François Hollande, a comitiva brasileira.
Qualquer um de vocês mal avisados não conta o porque a imprensa local não narra estes fatos, não é?
J. R.Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>


domingo, 27 de dezembro de 2015

CRÔNICAS E CONTOS ( Borges e Garcia) = FAMÍLIA CIBERNÉTICA =

CRÔNICAS E CONTOS ( Borges e Garcia) 
    = FAMÍLIA  CIBERNÉTICA  =



Este é um fato novo e não previsto nos anais da sociologia e psicologia.
Estou certo disso.
As distâncias sempre existiram. Antigamente maiores. Há pouco tempo menores. E, com a internet, a coisa mudou muito. Todo o mundo está dentro de minha casa e ninguém está. O aparelhozinho controla. Estou jantando e minha filha está aqui, mas na verdade não está.  Se esquecemos o quê dizer, nem lembramos mais e as ideias escapam como o vento que entra pela janela.
A discussão sobre um elemento ou um assunto mais ou menos complexo, fica embaraçado nas palavras sem de fato esclarecer nada.
Conheço famílias com quatro filhos que vivem longe, até para fugir das responsabilidades que “teriam” para com os pais. Ou, às vezes, da miséria, das dificuldades em ganhar a vida. Suam e sofrem para economizar algo para os pais. Sei de um fato triste, que o filho tendo economizado alguns poucos pecúlis e mandando para o pai guardar, para quando voltassem, iriam comprar uma casa. O velho pai,  viciado,  foi jogando na mesa de jogo. Quando o filho chegou, antes de vê-lo, suicidou-se.
O clima emocional de um é distante do de outro. Ninguém mais está como antigamente esteve. É uma conversa formal, uma vez que não se sabe como o outro está reagindo animicamente. Não lhe vê as faces senão filmadas, que deforma. As experiências vividos por um são bem diferentes do que as de outro.  
E depois se esconde, não se mostra e, quando você procura, a pessoa não está, estando.
E isso é um elemento de solidão gregária. Talvez a juventude, mesmo meio velhinha, não perceba ainda isso.
Mas é. Um dia descobrirá que ninguém está por si e ela também não estará por ninguém.
Antigamente os velhos tinham alguma utilidade para se aconselhar, agora eles foram trocados pelo Google e deles só se tem interesse no dinheiro, quando possuem. Fora isso...
A energia elétrica que nos abastece vem de longe, os remédios, os veículos. São tudo trocas. Mas não valorizamos isso. Mas devemos muito ao carteiro. Digo mais: quanto mais nos distanciamos, mais gregários ficamos.
Imaginemos que sejamos tão “tarados” a ponto de uma única pessoa preencher-nos a vida manipulando-nos. Mas será que isso é o bastante? Somos animais societário por natureza. Isso ninguém ousou negar.  Vivemos em conjunto. Trocamos idéias  – o que é primordial – E mais: trocamos emoções. Estas emoções tem efeitos sobre nós, altera-nos os ânimos e traz-nos vida. Supondo que não estejamos em mãos de uma pessoa manipuladora ao extremo, podemos viver uma fantasia e, no final de nossa existência, vermos que a vida não passou de uma empulhação.
E jogar tudo isso para cima, como de uma janela, não é bom.
E nossos ancestrais?
E nossas lembranças?
E o estar uns com os outros?
Eu não creio que filósofo algum defenda que um abraço real de saudade, seja como algumas linhas de computador vazias.
Dir-me-ão: “Falo de mim somente. E não de outros”.
Sim. Primeiro sinto e depois falo. E o fato do sentir é algo pessoal, somente faz sentido falando se sinto e o quê sinto. Sem sentir, escreverei como o som de um tambor vazio que faz unicamente som.
Afinal, quem negar a força de um abraço, o apertar do corpo contra o outro, o beijo na face, o ajuntar-se para um, jantar, um almoço, este já está perdido, pois perdeu a alma.  
Bem ou mau, mas a internet está aí e ela propiciará isso por algum tempo.

Será um mundo aparente até que, de repente, pode ou não mudar.
Oremos.
J. R. M.Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>













sábado, 26 de dezembro de 2015

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = "ADORÁVEL" FAMÍLIA =

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia)  
=  "ADORÁVEL"  FAMÍLIA  =



Imagino que desde que o mundo foi mundo e o ser humano apareceu por aqui, surgiu como família.
É fácil de distinguir isso. A criatura humana é frágil no princípio e requer anos e anos de aprendizados. E aliás, ensinamentos os mais comezinhos. Simples. Como aprender a comer, a andar, a defecar, a urinar, correr, a distinção entre uma escada e um degrau etc.
Ora, o pai e mãe, nestes rudimentos, por ignorantes que fossem, tinham de transmitir-lhes estes hábitos, costumes. Claro que o bebê recebe uma imensa carga genética, mas sem instrumentalizar estes instintos, teriam morrido nas primeiras chuvaradas sem abrigo.
Logo, a família se fez necessária.
Doutrinas houveram como o nazismo e comunismo radicais,  os quais, pretenderam substituir a família, entregando esta responsabilidade para o Estado. Mas isso não levou a nada, pois aqueles mesmo que pregavam estas ideias, eram dependentes de uma família. Uma hipótese tolamente utópica e burra.
Há os revoltados contra a constituição familiar e os respeito, pois sofreram tanto que, destroçados, odeiam o berço de espinhos de onde vieram.  Outros possuem tanto medo de constituir uma família, que a estas não desejam. Também compreendo.
Hemingway dizia que a família é tão desgastante (antigamente não se usava o termo stress) que, com um oceano entre ela e ele, a um dólar por palavra no interurbano, vinha  azucrinar sua cabeça. E ele foi tão bem criado como se pode esperar  daqueles que excessivamente tiveram berço de ouro. Talvez por isso mesmo.
Freud dizia que o ambiente familiar era tão agressivo, quanto o da vida de um beco de desesperados.
Byron, nunca quis filhos. Se os tivesse, dizia, matava-os em duelo para não ser injusto. Ele, exímio duelista, não contou como seria este duelo.
A maioria de nós nunca pensou em família antes de constituí-la e aqui confesso meu caso. Nem tive um ambiente familiar razoável também. Vivi o que se pode dizer uma família virtual desde os treze anos.
Aqui prefiro falar como o disse Curchill: “A Democracia é o pior dos regimes, mas ainda assim é o melhor”. A família deve ser uma droga, mas nada inventaram que fosse melhor.
Um feliz Natal.
Oremos.
J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

CRÔNICA E CONTOS (Borges e Garcia) = É NATAL -

CRÔNICA E CONTOS  (Borges e Garcia)



É NATAL


É muito estranho que as origens de Jesus se tenha imortalizado como nascido em uma manjedoura. Um estábulo, melhor dizendo.
Lenda?
Que seja. Mas esta lenda fez-se corrigida em vários idiomas, por centenas e talvez milhares de especialistas em semântica, linguistas, peritos em teologia e, no entretanto, assim mesmo nada foi corrigido sobre suas procedências pobres.
Ele filho de Deus. Senhor do universo. Com a missão de trazer ao mundo uma palavra de consolo, de caridade e amor.
Por que haveria de nascer em uma humilde estrebaria? Ali, exposto as mazelas do frio, de doenças, de ladrões, de percalços de toda espécie?
Muitas eventos e fatos causam-me estranheza na vida de Jesus, mas seu nascimento realmente  -lenda ou não-  encabula-me.
Não se era de esperar que o Senhor do Universo iniciasse a vida de forma tão curiosa e, quando nada, extremamente exótica. Esta humilde pessoazinha aqui, se fosse contar a história da vida dele, arrumaria um lugar melhor para nascer. Pelo menos com lençóis, mais limpo, mais descente. E jogar a culpa toda sobre São José é exagero, porque Deus teria de prover melhor seu Amado Filho.
Podemos imaginar também, que aqueles que redigiram os testamentos, tenham colocado um princípio de vida tão pobre e miserável, mostrando que Deus não escolhe pessoas, mas sim a alma das pessoas.
De qualquer forma Ele venceu, pois passados mais de dois mil anos estamos aqui a comemorar  -nem sempre corretamente-  seu nascimento.
Que a paz do espírito natalino, na pobreza e na riqueza, penetre em todos os lares, com sua luz de amor, alegria, saúde, esperança e vida.
Um Feliz Natal a todos.
J. R. M. Garcia
<martinsegarcia@uol.com.br> 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

CRÔNICAS E CONTOS: (Borges e Garcia) = "JOGO DE SOMA ZERO" =

CRÔNICAS E CONTOS: (Borges e Garcia)

"JOGO  DE  SOMA  ZERO"

A PARTÍCULA DE DEUS O HOMEM NÃO DESCOBRIU, MAS A DESTRUIÇÃO DO PLANETA É ESTA FÓRMULA


A “teoria dos jogos” inicia com John von Neumann.  Foi um matemático húngaro de origem judaica, naturalizado estadunidense. Contribuiu na teoria dos conjuntos, análise funcional, teoria ergódica, mecânica quântica, ciência da computação, economia, teoria dos jogos, análise numérica, hidrodinâmica das explosões, estatística e muitas outras  áreas da matemática. De fato, é considerado um dos mais importantes matemáticos do século XX.

Foi membro do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, Nova Jérsei, do qual também faziam parte Albert Einstein e Erwin Panofsky, quando emigraram para os Estados Unidos, além de Kurt Gödel, Robert Oppenheimer, George F. Kennan e Hermann Weyl.
Era tão fecunda suas criações, que a “teoria dos jogos” foi para ele considerada assunto de menor importância, não vendo nela resultado de grande interesse.
Posteriormente John Nash, outro gênio da matemática, olha com atenção os jogos estudados pela teoria, os quais são objetos matemáticos bem definidos. Foi um matemático norte-americano que trabalhou com a teoria dos jogos, geometria diferencial e equações diferenciais parciais, servindo como Matemático Sénior de Investigação na Universidade de Princeton. Compartilhou o Nobel de 1994 com Reinhard Selten e John Harsanyi..
Nash também foi conhecido por ter tido sua vida retratada no filme Uma Mente Brilhante, vencedor de quatro Óscars (indicado para oito), baseado no livro-biográfico homônimo, que apresentou seu gênio para a matemática e sua luta contra a esquizofrenia.
Ironia! Nash, o continuador da obra era esquizofrênico e o criador, Newmman, era um ébrio quase eventual. Há dúvidas se Newmman não foi assassinado pelos amigos.
 No “jogo de soma-zero”, o benefício total para todos os jogadores, para cada combinação de estratégias, sempre somam zero (ou falando mais informalmente, um jogador só lucra com base no prejuízo de outro, e não lucra, porque perde.)
Alguns teóricos dos jogos têm buscado a
 teoria de jogos evolucionaria de forma a resolver estas diferenças. Estes modelos presumem nenhuma racionalidade ou limite de racionalidade por parte dos jogadores. 
Resumindo isso em trocados, a coisa é como o “jogo da galinha” morta: quando os dois motoristas partem retos em busca de um choque frontal, os dois carros se destroçam morrendo ambos, caso um deles não desistir.

Na nossa História recente este jogo foi quase tentado, à época em em que Nikita Khrushchov  e Kennedey arriscaram o “jogo da galinha morta”. Os jogadores não sairiam vivos. Um demitido e outro assassinado.  O prejuízo é sempre zero.

Tanto o capitalismo de estado, como a lirvre iniciativa, podem levar a destruição o planeta, segundo a formula de Nash, a qual se encontra em plena validade.
        É bom lembrar: é quase Natal. 
        J R. M. Garcia. 
<martinsegarcia@uol.com.br>

        




sábado, 19 de dezembro de 2015

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = LADRÕES LEGALIZADOS =

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia)

LADRÕES LEGALIZADOS


Coloque-se na condição de dois jovens de dezesseis anos, de classe média baixa e experimente sentir o que eles sentem. Com fidelidade não vai conseguir, mas com um pouco de imaginação poderá, pelo menos, supor.
Eles sentirão uma invasão de hormônios a encher-lhes o sangue. Suas glândulas, até ontem dormentes, submergem seus corpos em ondas sucessivas buscando aproximá-los. Ela de um rapaz e ele de uma moça. Ambos sentem o que antes não sentiam com tanta frequência. Mas, agora, é vívido seu interesse pelo sexo oposto. E eles querem fazer tudo certo. Querem namorar, passear, andarem juntos, ir a festas e, enfim, casarem.
Mas as limitações são muitas e, quanto ao futuro, recusam-se até mesmo a pensar.
Olham para um mundo cheios de ofertas, de bens a consumir e sabem que o mínimo necessário se faz necessário para se estabelecerem uma casa, um lar. Mas como conseguir?
Agonizam-se. Não há meios. Uma terra sem emprego, onde as manchetes de jornal são povoadas de políticos ladrões, o assassinato em média beira a 56.000 ao ano. A cada 15 minutos um menor é preso, o emprego é difícil e, quando existe, ganha-se pouco demais. Mas ele e ela se amam. Essa é a verdade.
Como enfrentar isso. Não tem emprego nem para pagar o aluguel.
E os hormônios a replicarem, cada vez mais insistente, no casal.
Em verdade amam-se.
Essa á a situação usual da classe média brasileira.
Disso advém a ansiedade, a angústia e a loucura. Querem o que seus hormônios exigem. Querem o mais simples. O que fizeram seus pais no passado. Namorarem, casarem, terem um lar e viverem.
Mas isso lhes é proibido. Se tentarem esta imitação estarão fracassados ou destruídos.
Logo, para aplacar suas vontades imperiosas surge a ansiedade, a angústia, a vício e a loucura. Ou, ao contrário,  cometem a transgressão de todas as normas, tornando-se ladrões não legalizados. Digo não legalizados, porquê os legalizados estão no Congresso, no Judiciário e no Governo e nem sequer imaginam este problema que aqui abordo.
Logo, pelos fatos, quem são os culpados?
Somos nós que colocamos mais de 200 milhões de pessoas a viver em um país pobre, maldito, sem condições, ou eles que são as vítimas por terem nascido?
A caridade aqui cabe como um gesto humano de compreensão.
Não são marginais. Foram sim feitos marginais.
Um ótimo domingo.
J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>

  

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = SOU UM BOM FUMANTE =


CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia)



SOU UM BOM FUMANTE

Inveterado?
Sim. Creio que sim. Custo a esperar os passageiros descerem até o saguão do aeroporto. 
Fumo desde os treze anos. No início fumava talos de chuchu, o qual é oco e a polpa pega fogo, gerando fumaça. Depois cigarros de palha e, por fim, os de papel. Marcas como Continental, Hollywood  , Saratoga e muitas outras.  Fumei cachimbo muitos anos.
Adoro fumar.
Sou consciente de todos os males que o tabaco traz ao físico.
Aliás, um fato triste e que certamente deu-se por mera distração da família e outras pessoas caridosas.
Um  velho amigo (mais velho que eu) estava já hospitalizado a morrer de câncer no pulmão. A sacada de seu apartamento era mais abaixo no apartamento onde estava internado. Trêmulo, suando frio, quase sem ar, saltou a murada e fumou até queimar os dedos a bituca do cigarro jogado fora por alguém. Foi o ultimo que ele fumou. Logo entrou em coma e morreu. Seu nome era Aldurando Amui.
Penso que ele não tinha medo da morte. Tinha sim medo de parar,  com a morte, de fumar.
Vi jogadores inveterados deixarem de jogar e muitos nunca mais entraram em uma banca de jogo, outros deixarem de beber e detestarem a heroína.
O cigarro devasta, aos poucos, o físico saudável para liquida-lo sob várias formas.
Agora venho aqui e lhes pergunto:
Neste mundo confuso, onde vinte milhões de refugiados ameaçam a fronteira da Europa, 25.000 de assassinatos ocorrem por ano no Brasil, ladrões de toda espécie toldam os horizontes, milhares morrem a porta dos hospitais, o “zica” virus ameaça a todos, roubos acontecem a cada quinze minutos -é o que disse o Secretário de Segurança- a criatura aos 14 anos sem emprego, sem encontrar o que fazer, em que processo de angústia, ansiedade e desespero ela vive? Não solta fumaça pelo ouvido, pelos orifícios do corpo. Não quer se matar. Que futuro a espera? Que horizonte lhes discortinam?
Alguém se habilita a criticar este jovem ao cometer este leve delito, que somente a si mesmo afeta?
Quem dos senhores há de levantar o dedo de crítica?
Nós sim é que lhes estamos deixando um mundo cruel, bestial, podre.
É triste, porquê é um vício que nunca o abandonará, pois nem todos fumam pelas mesmas razões.
Mas é a minima transgressão que ele pode cometer.
Tenhamos compaixão e não pedradas.
Tenham um ótimo fim de semana.
J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>
  



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = ALEXANDRE E JOANA D`ARK =

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia)

ALEXANDRE   E   JOANA D`ARK









O sorriso anima a alma.
No tempo, a distância entre um e outro personagem, são de séculos e séculos.
Uma é Joana D,Arck a outra, é Alexandre Magnum.
Ambos de personalidades diferentes. Muitos diferentes. Ela uma menina imersa na idade média. Ele um rapaz audaz, ambicioso e culto para os padrões da época. Ela mística. Ele um defensor da religião e da mitologia grega.
Ambos corajosos, destemidos, ousados até as raias da temeridade. Venceram batalhas impossíveis. Inspiradores de lideranças míticas incomparáveis.
Ela nascida filha de um camponês com ódio aos inimigos. Ele criado em leito de ouro, um aristocrata culto.
Os dois impunham-se ao dever de estarem expostos a frente de seus exércitos.
Ambos morreram novos. Ela martirizada, ele sem de fato saber-se envenenado ou vítima de uma estranha febre do Nilo.
Entre os muitos fatos que união ambos, o traço da coragem é incontestável.
Mas há outro comportamento comum.
O sorriso.
Ambos, no fragor da batalha, ainda que feridos, lutavam sorrindo.
Ao que diz a lenda um sorriso tranquilo, feliz, sereno.
Assim, é de se ver, que o sorriso traz ânimo a alma, por pior que sejam que nossos momentos.
Sorria. Sorria não de escárnio,  da alegria singela de ver que você pode enfrentar os perigos deste mundo. Um sorriso de coragem.
J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) ="BUDAR"=

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) 


   ="BUDAR"=

Não é fácil.
Um exemplo simples.
Uma criança está a volta da mãe, em um pequeno apartamento, “molestando-a” na confecção de um jantar. De repente a criança vira uma travessa sobre uma área da cozinha. A mãe se irrita e dá-lhe um tapa. Ela chora sem compreender o que houve exatamente. A mãe irrita-se e, em tom de ânimo e voz alterada, põe-se a limpar a área que a criança sujou.
É comum acontecer isso.
A compreensão, que deveria de ir além, levando esta mãe a pensar que o apartamento é pequeno e que a criança não dispões de espaço para brincar, vê-se atarantada e desfecha o tapa aparentemente injusto no entendimento da criança. Quando na verdade, espaço é que é o problema. Por transferência de ambos, o clima de beligerância ou de ânimo está estabelecido. E isso pode durar poucos minutos, horas ou o dia todo.
E isso, repetidas vezes, terminará por estabelecer alguma espécie ruim de comportamento na criança, na mãe e na família.  
Creio que, quanto mais o nível de consciência de uma criatura atingir níveis mais elevados, esta dificuldade aumenta.
Complica, digamos assim.
Enquanto uma pessoa simples atribui a culpabilidade sobre seus semelhantes, isso torna mais fácil para si própria a absorção, a análise e os gravames que ela carrega sobre si mesmo, os equívocos que vão enrijecendo dentro de si.  
Com uma consciência mais ampla sobre os fatos, seus entendimentos, suas apreciações, seus julgamentos interiores, sua autocrítica, as analogias aumentam a complexidade no estabelecimento de um critério que fica mais próximo da realidade e alivia a todos. Ao contrário, isso, esparge, sobre um certo sentido, a faz sofrer a todos. Logo o pai chega e já pega um clima ruim sem nada entender. Filho nervoso, mulher nervosa e ele cansado.
O fenômeno da transferência para terceiros é o mais comum. Sempre nosso próximo tem a culpa e nós mesmo vítimas.
        No fim, o que resulta, é que enquanto deveriam conversar do fato em si, mas já agora esquecidos do que aconteceu, vão ver a TV irritados, mudos, em uma atitude que digo para minha mulher “budar” (emburrada). -rs-
A falta do diálogo e uma compreensão mais vasta, inteligente,  arrasa uma vida. Do nada começa uma grande desgraceira de pessoas abespinhadas, prontas a beligerância.
J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>
         

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = AS SOMBRAS DE UM MORTO =

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia)

AS  SOMBRAS DE UM MORTO 

Antes foi assim.
“Parece que meu cérebro está morrendo.
Vejo as palavras à minha frente, vejo o texto, mas não consigo organizá-lo. A imagem é-me toda mostrada, mas não lhe arranjo as posições. As cores me ferem a vista em minha mais íntima percepção. Quando digo vermelho, não é isso que quero dizer. Foge-me o delinear de uma estória. Não há encadeamento. Não me concentro. Esqueço-o ao meio e perco sua lógica ou a falta de lógica.
Olho as pessoas. Não lhes sei os nomes, quando recordo-me destes, não lembro o relacionamento que comigo existe ou existiu.
Mas ao inverso recordo textos, regras que estudei no Latim há mais de sessenta anos e, às vezes, as uso. Convivo com Aristótales, Sócrates, Ulpiano, Santo Agostinho, Getúlio Vargas  como se fossem meus vizinhos, mas não conheço um só de meus vizinhos.
Demoro a lembrar um nome, e termino por não lembrar. Distraído, confundo o nome das pessoas íntimas.
Imagino um enredo seja para o que for, perco-o no meio ou minhas impressões se esgotam, quando vou relatá-los. Os sentimentos escapam.
Datilógrafo há mais de cinquenta anos e, às vezes, perco as letras no teclado. Não as acho.
Coloco objetos em locais inteiramente improváveis. Procuro-os e não os acho. Quando encontro não me lembro de tê-los colocado ali.
As tomadas de luz as perco pelos quartos. Procura-as, mas não as encontro. Marco-as por escrito, especificando com bilhetes os locais, os quais, agora, já vejo com quase desespero que esqueço os quartos. Algumas vezes saio pela cidade procurando comprar algo específico. Acho a rua, mas não lembro o que fui fazer lá”.
Agora é assim.
         O Alzheimer extraiu-lhe o cérebro.
         Tudo terminado.
         É um vegetal.
         J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>