domingo, 31 de janeiro de 2016

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = EXÉRCITO DO PT =

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia)

EXÉRCITO  DO  PT  


Tal qual a pandemia do Zica Vírus, o PT ameaça como um exército de destruição o povo brasileiro.
Não há um antivírus capaz de combater esta chusma de virulento marginais. Não em tempo hábil. Haverá, ainda, de vir milhares de vítimas antes da invenção de um remédio que nos dê proteção contra isso.
E isso é o PT. Não temos como combate-los, a não ser eliminar as águas podres onde eles são gerados. Exceto este procedimento, o que podemos fazer são apenas expedientes paliativos.
Estes mosquitos estão na beirada de nossa cama, em nosso quarto, em nossas janelas a espiar-nos para inocular em nós seu veneno maligno.
O PT é assim.
Você imagina que ninguém na repartição é um monstrinho deste e quando vê, na mesa ao lado, é esta doença que está em seu bico venenoso.
Eles desaparecem com sopro. Mas voltam.
O certo é uma vacina que nos dê proteção completa contra esta gente e a vacina, você sabe qual?
É a mesma que foi receitada aos alemães e aos japoneses. E deixá-los soltos até que nos levem às margens da miséria que a Venezuela chegou. Daí eles desaparecerão.
Não sei se foi Goethe ou Friedrich Nietzsche quem apostrofou: “Para fazer pontes e preciso criar os abismos”.
O único meio é deixá-los destruir tudo e, então, criarmos um país novo.
Não há outro jeito.
J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) =PARAÍSO DO ZICA VIRUS=

CRÔNICAS  E  CONTOS (Borges e Garcia)



PARAÍSO  DO ZICA  VIRUS

“(Fonte: www.saude.gov.br) O vírus Zika é transmitido por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. A principal ação de combate ao mosquito é evitar sua reprodução. O Aedes aegypti se prolifera nos locais onde se acumula água. Por isso, é importante não deixar recipientes expostos à chuva, além de tampar caixas d’agua e piscina. Recomenda-se também a instalação de telas de proteção em janelas e portas e o uso de repelentes.”
Vocês já andaram por alguma favela de São Paulo ou Rio de Janeiro?
Já olharam aquilo ali. Não há esgotos, não há sequer tratamento de água, não há cata de lixo que é jogado nas ruas esburacadas da comunidade.
E isso afeta bem mais da metade de nossa população.
Digo mesmo sem exagero de errar, as condições sanitárias destas imensas comunidades, é semelhante ou pior que a Idade Média, onde a exposição dos dejetos humanos eram esparramados pelas ruas.
A rua é a lixeira.
E pedir ao povo para “não deixar recipientes expostos à chuva, além de tampar caixas d’agua e piscina. Recomenda-se também a instalação de telas de proteção em janelas e portas e o uso de repelentes.”
Isso é um pedido cínico, descarado, desavergonhado.  As piscinas são os esgotos que atravessam estes grandes centros urbanos.
Isso é coisa para um idiota. É simplesmente impossível. A população urbana cresceu desordenadamente e dentro das próprias cidades, com os vários córregos que correm por ela, são esgotos a céu aberto. Nos próprios depósitos de carros apreendidos pelo DETRAN, há imensa quantidade de veículos cujos recipientes de água está no quintal da própria instituição.
E as obras abandonadas? Estas nem pensar. São milhares.
A verdade é que estamos a viver uma época de cinismo, roubo, marginais de colarinho de toda espécie.
Se os EUA descobrirem rapidamente uma vacina e doa-la a nós, possivelmente aplicaremos, mas se assim não for, viveremos uma pandemia que não sei exatamente os limites. E nem as consequências.
Nem serviço de saúde temos, ora.
Mas, tenhamos fé. Acredito que o irmão do Norte virá em socorro.
Um ótimo fim de semana, apesar desta ameaça que não estamos levando a sério.
J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = FAMÍLIA CIBERNÉTICA =

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia)

FAMÍLIA CIBERNÉTICA


Todos sabemos o que vem a ser cibernética, mas para não deixar dúvidas,  “...é uma tentativa de compreender a comunicação e o controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais através de analogias com as máquinas eletrônicas (homeostatos, servomecanismos, etc.).
Estas analogias tornam-se possíveis, na Cibernética, por esta estudar o tratamento da informação no interior destes processos comocodificação e descodificação, retroação ou realimentação (feedback), aprendizagem, etc. Segundo Wiener (1968), do ponto de vista da transmissão da informação, a distinção entre máquinas e seres vivos, humanos ou não, é mera questão de semântica.”
Talvez isso seja possível. Talvez não.
Para um humanista imagino que esta ideia seja assustadora. Para um racionalista puro talvez seja factível esta forma comportamental.
Empresas existem que funcionam dentro deste espírito, aliás o que foi criticado com imortal humor pelos filmes de Chaplin. O operário torna-se uma engrenagem da máquina e é por ela devorado.
Creio que para se atingir este ponto, a família tem de ser antes condicionada a um tratamento eminentemente virtual, tal seja,  como diz caçoando uma amiga minha, protocolo, método, sistema e hierarquia.
Às favas a ligação emocional que se possa ter entre os pares desta família, seja na dor ou no amor, na dúvida ou na esperança, no desespero ou na alegria. O que sobre-existe, é o resultado do entrosamento cibernético à uma sociedade que aceite este tipo de comportamento.  
Seria, digamos assim, a desumanização dos humanos. Qualquer coisa próxima ao explanado por Herbert Marshall McLuhan: Além do estudo dessas transformações, McLuhan nos apresenta como se reconfigura essa Galáxia de Gutenberg nos tempos da comunicação eletrônica. Foi com esta a obra que popularizou-se o termo Aldeia Global.”
         Se assim for, o brilhante comunicador, pioneiro da difusão da moderna ideia de virtualidade,  nossos filhos seriam criados à base de deveres e obrigações. Ora estaríamos a estudar inglês, ora física, química, filosofia, música e, ao final, estariam mais loucos do que já estamos.
         Triste daquele que não deu uma bela canelada e foi expulso do campo, uma boa luta de socos na escola, tomando chuva enquanto sua mãe odiava que viesse com a roupa imunda, rasgando o caderno do colega por ter escrito nele uma poesia de amor.
         O inverso é processo é de preparação para a família cibernética, a qual, fora uma tecnologia pobre não pode arriscar-se em águas nunca d’antes navegadas em navios de madeira, porque os protocolos, os métodos e a hierarquia pregam os métodos reducionistas que não os permite a tanto.
         Enfim a Sociedade se dissociaria, como dissociará nesta piada de que os conceitos do inconsciente prevaleçam em busca de segurança e de um “ninho”. O homem veio até aqui fora do “ninho” e assim continuará ou terminará.
         Um bom fim de semana.
         J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

= DOCE MELHOR IDADE =

VELHICE     FELIZ 

É isso aí!
Muitas vezes lutamos muito para ter o pouco que precisamos e, quando isso acontece, vemo-nos perplexos, atoleimados.
Como assim?
“Simples assim...”, como diz uma amiga minha.
A gente busca serenidade, tranqüilidade pela vida toda. E isso, muitas vezes, não acontece. Dá-se que, se Deus ajudar, ao final vê-se que este estado de quietude é conseguido em algum momento da vida. E, quando ele surge, apavoramo-nos. Procuramos o quê fazer, assumir compromissos, obrigações. Tendo dado a vida inteira no interesse de nossos semelhantes mais próximos, quando não somos mais cobrados, vemo-nos inúteis.
CARRO    DE   BOIS
Um fato real que assisti na fazenda.

Os bois de carro, após anos de trabalho forçado puxando cargas, eram levados para um pequeno pasto a eles reservado próximo a sede. Ali nada mais faziam. Ficavam lá em um tratamento diferenciado a comer iguarias, deitados à sombra, esperando seus últimos dias.
Pasmem!
Ao alvorecer, quando os demais bois eram conduzidos à curralama para serem cangados e puxarem os carros, os outros bois, em sua tranqüilidade de “aposentados”, punham-se a mugir melancolicamente querendo entrar nos currais para serem arreados e trabalharem também.
Os velhos cães de caça também são assim.
Se os animais agem desta forma, o quê acontece com os humanos?
Usualmente fogem.
Escondem-se entre antidepressivos, saudosismo, em curtas incursões alcoólicas, barbitúricos, “turismo médico”, companhias femininas ou masculinas geralmente também deprimidas etc.
Como resolver isso?
A resposta cabe a cada um dentro de suas próprias opções.
Tenham um ótimo fim de semana.
Abraços a todas(os).
J. R. M. Garcia.  



   

domingo, 17 de janeiro de 2016

CRÔNICAS E CONTOS(Borges e Garcia) = A RIQUEZA DO ASTEROIDE =

CRÔNICA E CONTOS (Borges e Garcia)

A  RIQUEZA  DO  ASTEROIDE

ASTEROIDE VOLTADO P/ O SOL

Você certamente sabe o que é um asteroide.
No entretanto, para avivar a memória, são corpos rochosos, metálicos, gasosos ou de uma outra composição qualquer, os quais possuem órbita definida ao redor do Sol. Fazem parte dos corpos menores do sistema solar.
Possuem, geralmente, apenas algumas dezenas de quilômetros ou poucos metros. Historicamente, chegaram a ser igualmente denominados planetoides, planetas menores.
 Ontem os  Estados Unidos aprovam lei que abre caminho para 'febre do ouro espacial', coincidindo com o lançamento de um foguete de empresa privada a.....
Como o asteroide tem órbita fixa, sempre obedecendo sua circulação em torno do sol, a empresa que lá conseguir fixar terá a sua disposição benefícios altamente vantajosos como combustível próprio se ele possuir, um ponto de apoio fixo a girar no espaço, antenas de transmissão universal e mesmo materiais novos muito mais preciosos que o ouro e o diamante.
Se assim não for, porque empresas privadas, que visam lucro, se jogam no que parece uma aventura?
Por quê não mais se interessam na lua e sim nos asteroides, que por sinal são infinitos.
A lua muito foi investigada, o que se quer procurar é o novo.  
Estas são as empresas interessadas na mesma busca:
1.     NASA $16 bilhões
2.     ESA $3.8 bilhões
3.     CNES (French space agency) $2.2 bilhões
4.     JAXA (Japan Aerospace Exploration Agency) $2.0 bilhões
5.     RKA (Russian Federal Space Agency) $1.3 bilhões
6.     DLR (German Aerospace Center) $1.0 bilhões
7.     ASI (Italian Space Agency) $900 milhões
8.     ISRO (Indian Space Research Organization) $815 milhões
9.     CNSA (Chinese National Space Administration) $500 milhões
10. BNSC (British National Space Centre) $400 milhões
11. INTA (Spanish space agency) $270 milhões
12. Belgian (Science policy and space policy) $230 milhões
13. SRON (Netherlands Institute for Space Research) $160 milhões
14. KARI (Korea Aerospace Research Institute) $150 milhões
15. SSO (Swiss Space Office) $110 milhões
16. SNSB (Swedish National Space Board) $100 milhões

Os asteroides trazem de longe no infinito, tesouros em matéria de minérios desconhecidos, remédios, gases, vegetais que aqui na terra poderão dar-se muito bem nas terras desérticas e outras muito mais substanciosas ao gênero humano.  Muitos destes asteroides são ainda de todo desconhecidos na terra.


LIXO ESPACIAL 

Agora, nosso maior problema são os 170.000 objetos lançados ao espaço e que não retornam a terra girando ao seu redor. É o lixo.  Mas este problema ainda é  tolerável por alguns anos.

A iniciativa privada, nos EUA, estão tomando a dianteira nestas buscas e jogando somas incalculáveis em colaboração com a NASA. Mas, pelo que se vê, muitas nações com capacidade de trabalho, organização e cultura também estão procurando o mesmo caminho.
Assim, o asteroide é uma fonte e riqueza muito maior do que um planeta. Mas o planeta pode explorar seus asteroides. Neste caso é uma fonte de interesse também.
Quem viver verá.
Um bom domingo.
J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br>


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

CRÔNICAS E CONTOS(Borges e Garcia) = PESSOAS. OLHEMOS AS PESSOAS=

CRÔNICAS E CONTOS(Borges e Garcia)


PESSOAS.  OLHEMOS AS PESSOAS


Convenhamos.
A maioria dos países do mundo passaram por dificuldades bem maiores que as nossas.
Imagine uma Europa gelada, sem energia elétrica, uma favela que era toda cidade, sem veículos, esgotos jogados na rua,  sem o mais mínimo serviço sanitário, a chamada “riqueza” na mão de uns poucos miseráveis, sem qualquer serviço público de limpeza urbana, a água não era potável, os hospitais que sequer a isso poderia nominar, piolhos, baratas, ratos, pirataria nas estradas e no oceano etc. etc.
Um rei que ali morasse estava sujeito a tudo isso. Era um pobre rei que não tinha luz elétrica, nem estradas, nem veículos, nem água quente, com os ratos andando pelo castelo todo. Nem uma viola podia ouvir. Um concerto era uma vez na vida e outra na morte, se tanto. Se um rei hoje entrasse em um supermercado morreria de comer, pois sempre teve somente o trivial.
E assim foi a Inglaterra, a França, a Alemanha, a Dinamarca e, enfim, toda Europa por séculos.
E foi esta gente que, atravessando o Atlântico em navios de madeira, vieram para as américas.
E agora, basta que por aqui habite um PT desvairado e dois ignorantes no poder e uma malta de bandidos, damo-nos como tudo perdido?
Por quê?
Porquê um Presidente doido e ignorante, disse-nos que renda não era débito, que o Poder não pertencia ao Estado, mas que o Estado era dele, que uma Câmara se julga proprietária de seus mandatos, que o Judiciário se interpreta como o senhor todo poderoso a Lei.
Estória da carochinha.
Temos e amargar estes pedaços da vida. Isso é evolução. A “História” para nós ainda nem começou. Teremos de fazer ainda nossos heróis, nosso dever de casa, pagar nossas dívidas, com ou sem revolta.
Toda nação teve seu tempo de cão, onde os ladrões proliferaram. 
E a América do Sul está firmando com uma nova gente capaz, eficiente como não fomos nós até aqui. Homens cultos, capazes.


Estes presidentes foram recém-eleitos na América Latina. Um, grande empresário. Outro advogado e economista. Outro pecuarista. Outro médico que exerce a profissão.
O quê um Maduro da vida ou um Lula, ou Dilma teria a conversar com estes homens?
É gente nova. Gente que vem da gente, através de faculdades bem formadas, de lares respeitáveis.
Mas, infelizmente, temos de aceitar os cacos que a PETROBRAS deixou. Pagar nossas dívidas e, então, sair deste pesadelo de Delubio, Zé Dirceu, Palocci, empreiteiras corrompidas e corruptas.
Virá de fora a luz para o Brasil.
O sol nasce no Leste.
E até lá meus queridos leitores, teremos de sofrer.
J. R. M. Garcia.

<martinsegarcia@uol.com.br>

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

CRÔNICAS E CONTOS. = MADURO E SUAS GALINHAS =

MADURO  E  SUAS  GALINHAS


Maduro elaborou plano pra salvar a Venezuela. Vai criar 50 galinhas no palácio Presidencial (isso é verdade)...?
Não é piada, é verdade. Ele disse que vai limpar, alimentar,... vai fazer tudo com a ajuda de sua Santa Esposa.
Esse cara é doido. Ou doido ou um fazedor de troça sádico e desumano.
A Venezuela não tem o que comer para a maioria da nação. Estão cozinhando sola de sapato, dando leite com sal para as crianças tomarem e este safado vem com este tipo de piada?
Uma bala na testa é pouco para acertar seus pecados.
E sabe onde ele fez este discurso? No Parlamento. Eu vi. E ninguém que lá estava fez menção de sorrir. E nossa imprensa local não deu destaque.
Diz ele, em sua loucura ou sacanagem, que as famílias deveriam plantar nos jardins, em seus quintais, em que espaço fosse. Isso minimizaria a fome.
Quem vai topar com ela não será uma outra igual a ela, esta tal de Dilma, coitada ! Quem vai bater de testa com ele são os maiores opositores da ditadura venezuelana.


Presidente Uruguai. 



Presidene Argentina
PRESIDENTE COLÔMBIA. 


Presidente paraguai.


 Vocês sabiam que a taxa de aluguel, limpeza e zelo do prédio onde está situado o MERCOSUL está sem pagar há vários anos pelo Brasil?
Saibam.
Nossa Presidenta não tem condições de fazer face a estes homens. Ela é uma simples funcionária pública carreirista. Afinal, ela nem tem o que conversar com eles. Talvez possa dar risadas das galinhas de Maduro. E só.
Esta edição é Histórica
POR ISSO MARQUEI AS FACES DESTES HOMENS. 
Jamais estes homens "topariam" as malandragens que Maduro, Chaves e Lula fizeram. São pessoas de bem. Não são bandidos. Terão defeitos, mas jamais como caterva lulista e de Chaves.
ACREDITEM. ISSO É UMA PROFECIA. O PT ACABOU.
J. R. M. Garcia.




quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = PESSOAS. OLHEM AS PESSOAS =

CRÔNICAS  E  CONTOS (Borges e Garcia)

(TRANSCRIÇÃO DE ARTIGO DA LAVRA DO JURISTA IZNER H. GARCIA)


PESSOAS. OLHEM AS PESSOAS.



     

      O mundo tornou-se grande, complexo.
            Nosso cotidiano, dentro desta complexidade, abstraí-nos de pensar nas pessoas. Pensamos em sistemas e em estruturas.
        Contudo, ainda pelo menos, as pessoas são quem estão atrás da complexidade.
            Sistemas complexos ainda são comandados por pessoas.
        Neste sentido, pensando no Brasil e na crise que atravessamos, com as notícias recentes que a Petrobras está vendendo um importante segmento de sua operação (a petroquímica Brasken) vejo muito se discutir números, conjugar dados estatísticos, analisar esta ou aquela política econômica.
            Mas, parece, esquecemos das pessoas.
            Quem são as pessoas que comandam o ente abstrato Estado?
            Pensemos no “núcleo duro” que forma hoje o governo:
            Ministro da Fazenda, NELSON BARBOSA. Sua experiência, seu trabalho em qualquer segmento que não o publico é nulo.
O presidente do Banco Central, ALEXANDRE TOMBINI. Funcionário de carreira do Banco Central, nunca teve experiência no mercado financeiro.
O presidente da Petrobras, ALDEMIR BENDINE. Estudante de engenharia civil que não terminou o curso para ingressar como concursado no Banco do Brasil. De petróleo nada entende.
O ministro da comunicação, EDINHO SILVA. Não tem qualquer curriculum funcional senão a militância política.
O ministro, JACQUES WAGNER. Um curriculum nulo senão pelo exercício em si da política.
            Bem, claro, por fim, nossa presidente. Igualmente não há qualquer experiência ou funcionalidade a qualifica-la como uma esmerada administradora ou competente gestora.
            Enfim, as PESSOAS que hoje compõem o governo e que tomam decisões não estão, funcionalmente, habilitadas para suas funções.
            Nem estou falando em questões morais e éticas.
            Deixemos isso de lado para que possamos ter uma discussão minimamente lógica.
         Alguma empresa do ramo de petróleo contrataria um não formado em engenharia civil para dirigir uma empresa petrolífera?
            Algum banco nomearia como CEO Tombini?
            Alguma empresa relevante teria Barbosa à frente do seu departamento de finanças?
            Respondidas as questões acima não é difícil perceber a enrascada que estamos.
         A conjunção destas pessoas, à frente de decisões fundamentais, em processos que eles certamente não compreendem, são a resultante de nossa crise.
            É onde estamos.
            Por Izner H. Garcia


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = ORANDO =

  
CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia)

=  ORANDO  =

=   ENVIADO POR MIRIAM HORI   =
(PUBLICADO SEM AUTORIZAÇÃO)




Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa.
Enquanto fui envelhecendo tornei-me mais amável para mim e menos crítico de mim mesma. Eu me tornei minha própria amiga ...
Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava. Eu tenho o direito de ser desarrumado, de ser extravagante. Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 70 & 80 e se eu, ao mesmo tempo, desejar chorar por um amor perdido ...
Eu vou. Se eu quiser, vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente e mergulhar nas ondas com abandono, apesar dos olhares penalizados dos outros no “jet set”. Eles também vão envelhecer. Eu sei que sou às vezes esquecida, mas há algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode seu coração não se quebrar quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas, corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão.
Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito. Sou abençoada por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata. Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam.
Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errada. Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velha. Eu gosto da pessoa que me tornei.
Não vou viver para sempre, mas enquanto ainda estou aqui, não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que serei. E, se me apetecer, vou comer sobremesa todos os dias.
Que nossa amizade nunca se separe porque é direta do coração!
J. R. M. Garcia.
<martinsegarcia@uol.com.br> 



sábado, 9 de janeiro de 2016

CRÔNICAS E CONTOS ( Borges e Garcia) = HOJE, UM SORRISO =

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia)



Hoje levantei mais tarde que o usual. Bem tarde mesmo.
Desci até o restaurante. Estava vazio. Tomei somente um café puro. 
O turno da tarde, no hotel, acabava de trocar.
Uma das atendentes, Wagna, chegou e, alegre, contou seu trajeto até ali.
“Hoje descansei muito demais...”
Olhei e indaguei:
“Verdade?!”
“Sim. Verdade mesmo. Dormi até muito tarde. A casa estava arrumadinha. A pia limpinha...Meu filho sarou da gripe.  Arrumei o quarto, varri a calçada, tomei banho e o ônibus chegou no horário e já estou aqui...Foi rápido, não foi?”
Eu não sabia se fora rápido ou não. Mas, como ela estava dizendo, eu concordei.
Levantei os olhos e olhei em seu rosto.
Ela estava alegre. Disposta. Animada. Feliz. Radiante.
E pensei no noticiário do país.
Aeroportos cheios. Rodoviárias estourando de passageiros. Estradas abarrotadas. Chuva para todo lado. Dois milhões de presentes em Copacabana na virada do ano. Assaltantes dando tiro para todo lado.
Mas ela, a Wagna, estava feliz, muito feliz com o que Deus lhe dera. Era o bastante. Quanta simplicidade, meu Deus!
Simples assim.
Abraços.
J. R. M. Garcia. 
<martinsegarcia@uol.com.br>

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) = " PUTA QUE PARIU...."=

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) 

"PUTA QUE  PARIU.........."


Na roça   - como chamávamos antigamente - não tinha TV, radinho de pilha às vezes com muito ciúme do dono. Nenhum telefone.  Com chuva, havia muitas goteiras. Telhas comuns. Dormia-se cedo, pois não tendo luz elétrica, todo pessoal reunia na cozinha em volta do fogão de lenha. E o papo rolava solto. Eram mentiras e verdades de todo jeito.
Esta era uma noite destas. Sem lua, com jeito de chuva e todo mundo em volta do fogão de “rabo longo”, como diziam.
Assunto vai e assunto vem, cada um com o seu, vem lá um dizendo uma estória que não posso confirmar, mas quem contou disse que procedeu da maneira que o fez como  a única maneira possível. E citou testemunhas conhecidas.
Alguns de vocês conhecem carrapatos. Outros não. Vou explicar. O carrapato, que se alimenta do sangue, enfia um ferrão pequeno na pele e lá fica fincado até que vem a coceira. Ele crescendo até que o farmacêutico ou médico dá um jeito de arrancá-lo. Mas tem que arrancar com o ferrão. Se o ferrão permanecer, é infecção braba na certeza. Se for arrancado logo no início, com o ferrão, não dá infecção.
Andando nos cerrados é muito comum os carrapatos. As vezes até mais de uma dezena.
Apresentado o inseto, vamos ao caso.
Segundo o narrador, o patrão havia andado muito no meio do cerrado e, dois dias depois, estava queixando de uma coceira terrível no pênis. Coçava e não passava.
O empregado disse:
---Deixo ver?
Olhou e não viu nada. Mas a coceira ficou muito pior. Parecia sarna, mas não era.
---Vomo oiá de novo?
---Não. Num tem nada não.
---Não é pussíve. Tá coçano demais.
E ele olhou de novo. Desta vez com o prepúcio puxado deixando ver a glande exposta.
Pronto.
Estava lá o carrapato debaixo do prepúcio, firme na glande.
---Nossa patrão. Vicheeee............é um grandão na cabeça do pinto, debaixo da pele.
A vítima falou:
---Como? Como está droga está aí em um lugar tão protegido.   
        Ele, meio assustado, respondeu:
---Chefe...o único modi que sei de tirá isso é cum fogo. Se num tirá ele vai entrar pele adentro. Mas nun lugá desse....
        O cara deu um grito:
---Comooooooo !!!!!!!!!!!!!!!! Quer por fogo em meu pinto? Cê tá louco, amigo?
---He! Mode mais uma noite que passa, aí vai entrá na pele do cê e lá vai coloca ovos.
        O cara ficou sem saber.
---Mas você quer passar uma palha de fogo em meu pinto. É isso?
        Ele explicou.
---Você assegura a capa do pinto e arregaça (prepúcio)  Eu, com um cigarro de palha, vou esquentano o danado até ele caí. Aí cai com ferrão e tudo.
---Não. Isso eu não vou aguentar. A pele da glande é muito fina e vai aquecer e não vou aguentá.
        Ele respondeu de pronto.
----Bamo numa famárcia, mais num vai diantá nada. Este farmaceutiquinho aqui nem sabe que o bicho tem ferrão venenoso e vai dar fecção.
Já agora suando, preocupadíssimo, isolados em uma choça sem ter ninguém para perguntar, o patrão coçava e andava de lá para cá sem sossego, e preocupado. Aproximava uma chuva também.
----Você vai ascender seu cigarro de palha, ir aproximando do carrapato até que ele, desesperado de calor, retire o ferrão e caia. É assim?
----É.
----Nossa Senhora! E você, nessa tremedeira, com a luz da lamparina vai tremer mais. E pode me queimar a glande. E daí nem tira o carrapato, e eu fico com uma queimadura?
----Bão....Mas pegá no seu pau pra segurar ele. Eu num vô fazê isso não. Ocê sigura.
       Claro. Era mais que viável as negativas dele. E nem o patrão queria isso.
Ficaram em silêncio por algum tempo.
----Vamos ver. Pegue a lamparina com chama mais alta.
 Ele veio, olhou, olhou e o patrão revirou o membro de todas as formas, como se estivesse em uma exposição. Puxando o prepúcio, o  “médico” examinou tudo.
Levantou a lamparina e olhando bem em olhos da vítima, disse:
----O bicho é grande. Coisa medonha esse carrapato. Nunca vi isso!
----Mas o jeito é enfrentar a peroba, né ?
Ele respondeu respeitoso.
----É.
Com calma fez um cigarro de palha bem cheio de tabaco, grosso, ascendeu, amassou a ponta que agora já estava aceso, soprou a brasa e foi aproximando.
Vixxxxxxxxxxxxxiiiiiiiiiiii !!!!!!!!!!!!!!!!!!
Segundo ele conta, o homem contorcia de dor.
Uma tortura.
O empregado “médico” soprava a brasa, avivava o cigarro de palha e aproximava novamente.
Cada vez mais perto.
E, no fim, o dono do pinto gritou.
----Páreeeeeeee.............................Áiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!! Vá a puta que te pariuuuuuuuuuuuuuuuuuu............Porra! Saco!
Banhado em suor disse:
----Não aguento mais. Tem que parar.
O empregado gritou energicamente.
----Nãoooooooo!!!!!!!!!!!!!! Agora é que não. O bicho tá caindo. Tá contorcendo. Aguenta aí........... (Isso as gritos).
Nessas alturas o cidadão vítima, já esta banhado em suor, deitado, de pernas abertas e o peão parecia um parteiro sem parto. O pinto escapou varias vezes, e o cigarro de palha queimou o prepúcio.
Aí, em um urro tremendo, a vítima gritou:
----Vai de uma vez filhe da puta................
E o peão quase encostou a brasa no pinto para aumentar o calor da brasa. Até os cachorros latiram fora da casa assustados e sem entender aquela gritaria.
Pronto.
----Úfa! Que castigo!
O cara saiu mijando pelas pernas.
E como estava queimado, não podia passar as mãos.
Deitou de novo (agora já estava deitado) passou álcool, o que doeu demais também. Mas nada perto das lentas queimaduras.
No outro dia nem entumecido estava o local.
O peão era mestre.
Cada um, após esta longa estória, verdadeira ou não, foram embora um a um para dormi.
Desmanchou a roda, como se diz.
Ninguém disse nada, senão um boa noite.
J. R. M. Garcia.
<martinseegarcia@uol.com.br>