domingo, 8 de outubro de 2017

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia) "TERCEIRIZAÇAÃO "

CRÔNICAS  E  CONTOS (Borges e Garcia)
 -TERCEIRIZAÇÃO -
 
      Aqui é um Blog e temos por exigências sermos concisos, breves e objetivos.
Falaremos de cultura.
“A cultura é o que regula nossa convivência e nossa comunicação em sociedade.”
Uma sucinta e breve conceituação sobre o quê vem a ser cultura, é difícil demais. É quase mais fácil explicitar o quê não é cultura.
Quase tudo no ser humano é cultural. Valores, crenças, religiões, mitos, aprendizado, hábitos, culinária, conceitos, lendas, estórias, costumes, opiniões, julgamentos, gostos e lembranças de erros, acertos e desgraças. Tudo isso e muito mais.
Assim vivemos, inevitavelmente, imersos em um caldo cultural que nos dá forma, preceitua e nos dita o perfil de cada um.
Óbvio que somos seres humanos e este traço nos dá um feitio distinto de nossos semelhantes irracionais. Mas exceto isso, o que se nos resta, são traços de temperamentos individuais, personalidades próprias, educação familiar, condicionamento profissional, erudição própria a nosso exercício social e nossa atividade profissional.
Logo, como sociedade, somos o resultado de um proeminente “modus vivendi” cultural. Pouco mais que isso.
A que título faço este apontamento?
O que desejamos aqui, é lembrar o paradoxo gritante de nossas pretensões sócio-políticas.
Cobramo-nos a existência de uma Sociedade honesta, solidária, humana, cordial, gentil, cortês, pontual, erudita etc.
Isso, quando nada, é um contrassenso contraditório e absurdo.
Se nossa cultura é grosseira, mal formada, desonesta, censurável, com nuances que chega às raias do banditismo injusto e covarde, exploradora dos mal nascidos, incrédula, sem nenhuma piedade, como podemos desejar que sejamos de forma diferente?
Jamais formaremos um mínimo corpo administrativo que não seja este o resultado.
Nem que terceirizássemos a gestão do Brasil sairíamos desta contexto de um fétido lodaçal moral.
Boa semana.
J. R. M. Garcia.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

CRÔNICAS E CONTOS (Garcia e Borges) "-SENTENÇA INAPELÁVEL- "

SENTENÇA   INAPELÁVEL


Toda pessoa velha é um réu submetido a julgamento.
Sim ou não, assim é na vida.
Seu direito de defesa, agora, já usou todo tempo que teria para fazê-lo. Também a eventual acusação termina.
Fica-se a sala toda em silêncio até que retorne o Juiz, jurados, funcionários, advogados e demais interessados na sentença. A seção continua. Se for absolvido não caberá outro prêmio senão a “liberdade” para seu uso próprio já no fim da vida. Mais não tem e nem lhe estimulam para outro prêmio.
Enfim, aquele que nasce sem culpa nesta terra, ao derradeiro tem, como consolo, uma sentença de culpado ou absolvido.
E nada mais lhe resta senão o Direito de queixar ou jogar pragas.
J. R. M. Garcia.





domingo, 27 de agosto de 2017

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia): ATÉ MAIS (CRÔNICA E CONTOS)

CRÔNICAS E CONTOS (Borges e Garcia): ATÉ MAIS (CRÔNICA E CONTOS): CRÔNICAS E CONTOS ATÉ MAIS... Paciência !  Paciência !  Paciência ! Paciência !  Paciência !  Paciência ! Paciência...



APÓS TRÊS MESES DE REALIZAR 3 PONTES DE SAFENA. COM ISSO TENHO ADQUIRIDO ALGUMA SABEDORIA, PENSO EU.

LEIAM. CLIQUEM NA NOME DA CRÔNICA ACIMA.

sábado, 26 de agosto de 2017

ATÉ MAIS (CRÔNICA E CONTOS)

CRÔNICAS E CONTOS



ATÉ MAIS...


Paciência !  Paciência !  Paciência !
Paciência !  Paciência !  Paciência !
Paciência !  Paciência !  Paciência !
Paciência !  Paciência !  Paciência !
Muita paciência.
Sem isso, o “paciente” deixa de sê-lo para tornar-se “indecente”. Ou seja. Você se tornará sem decência. E assim não será bom.
Eu bem me lembro que, quando você nasceu, faltou-lhe ar para os pulmões e o médico teve de colocá-lo em um aparelho para auxiliar sua respiração. Quando ele saiu destes procedimentos, eu, desavisado e muito ignorante, atalhei-lhe a saída para que não saísse do recinto. Já era hora avançada na noite. Ele, com desusada energia, disse-me: “Tudo está bem com os procedimentos ambulatoriais já tomados. Agora eu preciso ir para dormir um pouco e, amanhã, estar no horário certo para atender inclusive seu filho e os demais pacientes.” Depois vem o caso do Casec-Nidex. Neurose ou não, isso dominou minha memória por mais de ano. Era uma formula de leite importado, bem como açúcar.
Quando falo em paciência, não estou necessariamente a dizer que seja paciente com terceiros. Não. Quero dizer também, paciência para consigo mesmo.  Autoindulgência não. Mas sim ser paciente para consigo próprio. Por quê?
Simples. Sem antes curar a alma não se cura o corpo.
Os romanos estão errados. Não se trata de “corpus sani in esprirus sani”. Toda doença começa na alma. Quanto a curar a alma, acho que cada um descobrirá o mau do espírito ou não. Se não descobrir e não curar o dando praticado em seu espírito, ele perecerá juntamente com o corpo. No caso de curar a alma não terá mais ansiedade nem angústia - esses grandes vilões do espírito - e perecerá com serenidade até que seu corpo, apascentado, repouse cheio de serenidade.
Aplicando esta ideia ao uso prático, resulta no exercício da resignação e capitulação.
É isso mesmo.
É preciso resignar-se as metas não conseguidas e a capitular-se as esses resultados.
Ao contrário a ansiedade e a angústia reinará em seu espírito e você cairá em várias doenças do sistema circulatório e outras muito mais complexas. Seus órgãos com menor fragilidade, amargarão em dores e problemas.
Outro dia vi um filme na Geografhic internacional. Verídico, como a maioria dos que ali se publicam. Era a história de um homem que criou dois ursos, órfãos desde o nascimento. Cresceram e fizeram-se adultos e ele ali tratando-os dentro da jaula onde eram seus amigos. Mas ele sempre temeroso de que viesse a falecer e não só deixaria um problema como tendo impedido de que os ursos voltassem a floresta, seu meio natural.  Finalmente, embora pesaroso e, em lágrimas, resolve seguir a imposição racional e não emocional. Os dois ursos (agora enormes) teriam de voltar ao mato. Para tanto ele achou um capão de floresta com 4 hectares para adaptá-los ao bosque. E lá foi ele. Agora um velhinho frente ao tamanho e a exuberância dos ursos com quase três metros de altura e meia tonelada cada um. Na verdade, embora estivesse a “perder” os ursos, ele vibrava com cada gesto da selvageria. Uma vez quase que foi morto pelos ursos, esquecidos de que ele era apenas um homenzinho. Ao final não vi o fim desta história. Talvez tenha sido morto pelos ursos. Talvez não.
Na lição desta história vejo meu retrato buscando tornar os filhos independentes e separados de mim. Melhor seria para minha conveniência que meus filhos pudessem estar comigo agora no caminho para o fim da vida. Provavelmente não terei mais a saúde que tive e a solidão me aguarda. Mas mesmo assim tenho lutado pela por minha “!resignação e capitulação”. Dei-lhes os meios e, agora, comigo ou sem eu caminhem.
Bom domingo.
J. R. M. Garcia.